segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Dia desses, passeando por Lisboa...
NOVE HORAS atravessando o Atlântico na classe econômica, à noite, sem conseguir dormir, com a companhia de uma maravilhosa turma de adolescentes hiperativos, de algum intercâmbio, me fizeram ponderar longamente sobre o conforto das caravelas, e depois, quando meu humor deteriorou de vez, sobre os navios negreiros... Acho que os brasileiros estão invadindo Portugal, em retaliação ao pacto colonial.
Enfim, num vôo sem overbooking, sem atrasos ou sem extravios, a gente só deve comemorar ter chegado vivo. Assim, desembarquei numa Lisboa cinzenta às seis da manhã, sem saber ao certo como me sentia ao me ver no venerável Velho Mundo.
O clima esteve muito louco durante toda a manhã. Chuva fria, vento forte, sol aberto, calor carioca, teve de tudo... Lisboa é uma cidade dominada por turistas. Mas nunca vou esquecer a minha primeira visão de um Castelo Medieval (que pretendo explorar amanhã cedo) e a sensação de entrar minha primeira Igreja gótica, no museu arqueológico do Carmo, que não perdeu nada de sua imponência ao perder o teto para o terremoto de 1745. Ignorei, brasileiramente, a proibição (que ninguém seguia) de não tirar fotos e tietei (!) o túmulo de D. Fernando, me emocionando quase até as lágrimas!
Estar em Lisboa, sem contar sua inquestionável antiguidade, que vem do tempo em que os romanos a chamavam Olisipo, é como vislumbrar um Rio de Janeiro que deu certo. Uma cidade limpa, que respeita sua história e seus monumentos, que tem uma fascinante miscigenação, onde figuras de todo o tipo falam um português que não é o nosso, e às vezes, nem o deles... É um acento colonial, original, fantastico!
Hoje o cansaço bateu cedo, por conta da noite não dormida. Mas amanhã vamos continuar explorando as belezas lisboetas.
Beijos!
P.S.: A propósito, descobrimos que bolinho de bacalhau, aqui, é chamado de pastel de bacalhau. Para a gente, uma coisa é uma coisa e outra coisa, é outra coisa. Fazer o quê, além de aprender a pedir à moda da terra?
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