segunda-feira, 12 de outubro de 2015



Crônicas do Lácio - Dia 3


Hoje eu acordei atrasada, depois de um longo sono comatoso. 8:30 da 
manhã. E minha entrada no coliseu era as 9 horas." Andre Luiz! Você 
não disse que ia colocar o despertador? Eu gritei, indignada!" "Ia!" 
ele respondeu. "Mas dormi primeiro..." Daí foram 18 minutos 
frenéticos, em que nós tomamos banho, arrumamos as coisas, eu 
descobri que meu olho direito estava completamente inchado, e que 
nossos ingressos eram para 9:30, não 9 como eu havia pensado. 
Ganhamos algum folego para sair, com olho inchado e tudo. Tomamos o 
café da manhã no boteco ao lado, com o ticket do hotel. O menu era 
capuccino e croissant doce. Para brasileiro acostumado com café 
colonial em qualquer pousadinha da região dos lagos, foi estranho. 
Mas não dava tempo de comer direito mesmo. Resolvemos pegar o 
ônibus, embora estejamos a 10 minutos a pé do Coliseu. Pegamos 
informação com o mendigo da rua e fomos.comprar o passe no metrô 
aqui na esquina.
O Coliseu dispensa apresentações e comentários. Mesmo todo quebrado 
é fabuloso. E pensar no que este gigante viveu e presenciou nos 
últimos 2000 anos me diz muito sobre por que eu gosto tanto de 
História. A verdade é que eu não tenho nenhum interesse em mudar o 
mundo, e muito mais em entender como ele chegou onde está. 
Saindo do Coliseu fizemos uma pausa para um lanche, pois não dava 
tempo de parar para almoçar. O Palatino e o Fórum romano nos 
esperavam. E foi passeio de andar e muito. Quando começamos fazia 
tanto sol, tanto calor, que a gente se arrependeu de não colocar 
bermuda. Mas pela manhã tinha chovido muito. De uma hora para outra 
o tempo virou. E veio uma nuvem inacreditavelmente roxa em cima de 
nós. Quando desabou parecia um filme de apocalipse. Os turistas 
correndo como se fosse um filme catastrofe dos anos 70 tipo 
"Terremoto". Os camelôs indianos cobravam cinco euros na capa de 
chuva (que nós já tinhamos comprado na chuva da manhã). Cinco euros 
é muito por um saco de lixo, mas a necessidade obriga. Nós abrigamos 
no Templo de Rômulo e esperamos quase meia hora para sair de lá. 
Quando saímos, em cinco minutos a chuva voltou a apertar. E aí nos 
abrigamos numa obra...
Quando a chuva passou ainda apreciamos a beleza do Templo de 
Saturno, subimos o campidoglio, e arrumamos um Pub de rock na Via 
Cavour, chamado "La Bella". Preço legal para o vinho da casa. E mais 
pizza. Acho que quando voltar para casa vou me entupir de feijão, e 
nunca mais vou comer pizza. Acho que nunca mais vou comer 
carboidrato nenhum. Mas continuo com o vinho... Saimos do pub para 
um passeio explorador no Esquilino. O dia por estas bandas vai até 
as 9 da noite. E a chuva, segundo a previsão do tempo, vai até 
quarta feira...
Enfim. Roma com chuva é melhor que muito lugar sob o sol. Uma das 
poucas cidades onde você tira uma foto e os edifícios são Antigos, 
Medievais, Renascentistas, Barrocos e Neoclássicos numa única cena. 
Duvida? Vem ver!

(Julho de 2014)

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