segunda-feira, 12 de outubro de 2015


Crônicas da Lusitânia - Dia 3
 O dia começou promissor, quando fiquei com minha sogra e as donas de casa lisboetas esperando o mercado abrir às nove em ponto. Não 8:59 nem 9:01. A moça liberou a entrada ás nove em ponto. E eu estou acostumada com mercado aberto às 7:30, na minha terra, recém egressa da escravidão.
Depois que conseguimos nos entender com os produtos, tomamos café e aqui preciso fazer um parentese, que o café é sofrível, mas o açúcar EM PÓ??? Desprezível, sinceramente. Mas pior é ficar sem café, então eu bebo assim mesmo.
Embarcamos no metrô, na nossa estação, a Marquês de Pombal, e a esta altura, como o povo da cidade, soubemos como recarregar nossos cartões e fizemos a transição da linha azul, para a linha vermelha sem rebuliço. Seguimos no comboio até a gare do Oriente, onde descemos da estação, praticamente dentro do shopping Vasco da Gama. O bairro, todo novo, construído na década de noventa é de uma modernidade que eu não esperei que os portugueses pudessem conceber. Um amigo nosso, antes de embarcarmos, perguntou o que nós iríamos fazer em Portugal, segundo ele, "o cu cagado da Europa". Honestamente, se este é o cu cagado, nem consigo imaginar o cu cheiroso...O Oriente faz a Barra parecer subúrbio.
Assim entramos no Parque das Nações, e nos encaminhamos para o Oceanário. Eis que surge nosso primeiro momentos de tensão: carrinho da Malu, que ontem desceu combalido Pela Rua do Milagre de Santo Antônio até a Sé, quebrou um parafuso, o que o desqualificou para a função. O pai e a avó, trocaram acusações inamistosas. Eu emburrei. A criança pesa desesseis quilos, e o passeio que não era histórico já estava começando a me entediar.
Deus interveio, graciosamente. O pai pisou em um pedaço de arame, e com ele, à brasileira, fez como o MacGyver, e arrumou uma gambiarra que deu sobrevida ao carrinho.
Entramos no Oceanário. Impressionante. O pai e a avó ficaram encantados. Eu achei muito bonito. Mas no fundo, no fundo, sou antropocentrica demais para curtir a natureza. A obra de engenharia, porém, é muito legal.
De lá, fizemos o passeio do teleférico que é fantástico, A família e o carrinho quebrado correndo para entrar no bondinho (que não chega a parar) deve ter sido hilariante para quem viu.
Almoçamos de frente para o Tejo. André e D.Célia se empanturraram de bacalhau, e depois tentaram se afogar bebendo água. Eu saboreei meu vinho comendo arroz com feijão à moda portuguesa, misturados.
Fomos embora de volta ao shopping, onde de comum acordo, fomos em busca de um carrinho de bebê. O pai tanto procurou que encontrou um (provavelmente, com um pouco mais de ajuda divina), feíssimo, de um verde diarréia, por 35 euros. Carrinho por 35 euros? Seja feio como for, estamos dentro!
Fomos embora todos felizes, exaustos e sujos de metrô. Deixamos criança e avó no Hotel, e corremos para pegar o carro alugado, pois amanhã vamos para o Norte, para Óbidos, Nazaré e domiremos em Alcobaça, onde vou ver Inês.
Ainda demos um pulo no Shopping, "El Corte Inglês", onde a criança berrou por pipoca e pão de queijo. Onde arrumar pão de queijo em Portugal?
Esquece.
Voltamos de metrô às dez e meia da noite, sem ninguém nos incomodar. Sem medo. Isto sim , foi impressionante.
Vamos dormir, que amanhã tem mais história.
Bjs!

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