segunda-feira, 12 de outubro de 2015


Crônicas Venezianas 

Depois da noite de ontem achei que as surpresas teriam se acabado. Tolice a minha. Veneza, que eu incluí no roteiro com um pouco relutância, não e apenas linda. Ela é viva e exuberante. Contrariando todos os guias, nós a exploramos a pé, de ponta a ponta. Nos perdemos e achamos meias dúzia de vezes em suas ruelas estreitas, antigas e cheias de segredos. O comércio é excelente. Milhares de lojinhas charmosas de Cristal de Murano máscaras com preços que variam quanto mais ao interior, mais barato ficam as coisas.
A Piazza di San Marco é fenomenal. Mas chega a ser desconfortável de tantos turistas. Entrei na fabulosa Catedral e tirei um monte de fotos embora tivesse placa de proibido, porque ninguém estava levando a proibição a sério, não seria eu quem o faria. Aliás, nada mais idiota por aqui que as placas de proibido fotografar. Turistas só levam consigo memórias bugigangas e fotos...
Perder-se em Veneza e achar alguma coisa dentro de si. Um pedaço eterno de presente, uma lembrança preciosa.
Por falar em lembrar, Mauro FagundesBabylla PereiraSaulo Almeida eWagner Silveira, long neck aqui é para os fracos. Os fortes saem bebendo cerveja de 600ml no gargalo. Vinho de 1 litro também. Costume fácil, fácil de adotar.
Para completar, vimos um show de uns coroas que fazem cover dos Beatles no meio de uma das milhares de piazzas que eles tem. "Don't let me down", " Hey Jude" e "Imagine" no repertório com um povo multinacional e o japonês atrás de mim gritando "Let it be"! Completamente apoteótico. Depois de tanta emoção, fomos ver o jogo da Itália e Costa Rica, mas não gostamos. Eles são muito comportados torcendo.
Fim de dia voltamos a piazza Roma para pegarmos o ônibus 2 de volta para Mestre. Acabamos ficando no continente, por que estacionamento em Veneza, se possível é mais caro que ouro.


(Julho de 2014)

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